Ana Paula Gourlart Ribeiro
| ⚠️ Nota: Este conteúdo foi parcialmente produzido com o auxílio de Inteligência Artificial. Leia nossa política de uso de IA. |
Ana Paula Goulart Ribeiro é professora titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisadora brasileira da área de Comunicação e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq, nível 2. Sua trajetória acadêmica destaca-se pela articulação entre memória, mídia, história, jornalismo, televisão, nostalgia e cultura audiovisual, com especial atenção aos modos pelos quais os meios de comunicação participam da construção social do passado, da organização das temporalidades coletivas e da produção de imaginários públicos sobre acontecimentos, instituições e experiências históricas.[1]
Sua produção acadêmica compreende livros, artigos científicos, capítulos, organização de coletâneas, projetos de pesquisa, atuação editorial e participação em redes nacionais e internacionais dedicadas aos estudos de memória, história da mídia, televisão e comunicação. Ao longo de sua carreira, consolidou-se como uma das principais pesquisadoras brasileiras na interface entre comunicação e memória, especialmente por investigar a mídia não apenas como registro de acontecimentos, mas como instância produtora de narrativas, enquadramentos e disputas simbólicas sobre o passado.[2]
| Ana Paula Goulart Ribeiro | |
|---|---|
| Arquivo:Ana Paula Goulart Ribeiro.jpg | |
| Nome completo | Ana Paula Goulart Ribeiro |
| Nome em citações | RIBEIRO, A. P. G. RIBEIRO, ANA PAULA GOULART |
| Nacionalidade | Brasileira |
| Ocupação | Professora universitária Pesquisadora Autora |
| Instituição | Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) |
| Unidade | Escola de Comunicação (ECO/UFRJ) |
| Cargo | Professora titular |
| Formação | Comunicação Social, UFF História, UFF Mestrado em Comunicação, UFRJ Doutorado em Comunicação e Cultura, UFRJ |
| Área | Comunicação História da mídia Estudos da memória Jornalismo Televisão |
| Temas principais | Memória social Nostalgia História da imprensa Televisão brasileira Mídia e política |
| Grupo de pesquisa | Mídia, Memória e Temporalidades |
| Redes | Rememora ReLahm IMNN Obitel Brasil |
| Distinções | Bolsista CNPq, nível 2 Prêmio Globo de Jornalismo e Esporte, 2015 |
| Lattes | 2408262120718131 |
Biografia
Ana Paula Goulart Ribeiro construiu uma trajetória acadêmica marcada pela aproximação entre comunicação, história e memória. Sua formação inicial em Comunicação Social e História permitiu o desenvolvimento de uma perspectiva interdisciplinar voltada à análise dos processos de produção social do passado, sobretudo a partir da imprensa, da televisão, dos arquivos midiáticos e das narrativas audiovisuais.[1]
Sua obra parte de uma compreensão da mídia como agente histórico e cultural, isto é, como instância que não apenas registra acontecimentos, mas também seleciona, hierarquiza, interpreta e reinscreve fatos no espaço público. Nesse sentido, sua contribuição é relevante para os estudos da memória porque evidencia que jornais, telejornais, novelas, séries, arquivos institucionais e testemunhos audiovisuais atuam como dispositivos de mediação temporal.
Formação acadêmica
Ana Paula Goulart Ribeiro graduou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense em 1990 e também cursou História na mesma instituição. Essa dupla formação é decisiva para compreender sua produção posterior, pois sua obra articula métodos, questões e objetos da comunicação com problemas tradicionalmente vinculados à historiografia, como memória, temporalidade, narrativa, arquivo, testemunho e produção do sentido histórico.[1]
Em 1995, concluiu o mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com a dissertação A história do seu tempo: a imprensa e a produção do sentido histórico, orientada por Milton José Pinto. O trabalho já indicava uma preocupação central com a imprensa como agente de produção de inteligibilidade histórica, analisando como o jornalismo organiza acontecimentos, atribui relevância a determinados fatos e contribui para a formação de narrativas públicas sobre o presente e o passado.[1]
Em 2000, obteve o doutorado em Comunicação e Cultura pela UFRJ, com a tese Imprensa e história no Rio de Janeiro dos anos 50, também sob orientação de Milton José Pinto. A pesquisa examinou a imprensa carioca, a modernização jornalística, os jornalistas, a memória e as transformações profissionais, discursivas e institucionais do campo jornalístico brasileiro.[1]
A pesquisadora realizou ainda estágios de pós-doutorado na França, na Université de Grenoble e na Universidade de Lyon, fortalecendo sua inserção internacional em debates sobre história, mídia, memória, patrimônio audiovisual, arquivos e temporalidades culturais.[1]
Trajetória acadêmica
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Desde 2003, Ana Paula Goulart Ribeiro atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde desenvolveu uma carreira acadêmica contínua até alcançar a posição de professora titular da Escola de Comunicação em 2024.[1]
Na UFRJ, exerceu atividades de ensino, pesquisa, orientação, extensão e gestão acadêmica. Coordenou o curso de Jornalismo entre 2004 e 2008, foi vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura entre 2011 e 2013 e coordenou o mesmo programa entre 2013 e 2015.[1]
Também atuou na coordenação da linha Mídia e Mediações Socioculturais, além de participar de comissões de seleção, credenciamento, recredenciamento, revalidação de diplomas e avaliação acadêmica. Essas funções evidenciam sua presença institucional na consolidação da pesquisa em Comunicação no Brasil.[1]
Docência
Na graduação, ministrou disciplinas como História do Jornalismo, História da Comunicação e Seminários de Comunicação. Na pós-graduação, sua atuação docente inclui disciplinas como Mídia e Memória, Mídia e Nostalgia, Mídia, Memória e História, Mídia, Tempo e Memória, Televisão: Teoria e História, Audiovisual, Teoria da Linguagem e Estudos Culturais, além de cursos sobre Mikhail Bakhtin, linguagem e cultura.[1]
Essa atuação docente demonstra a coerência entre sua produção científica e sua prática formativa, pois seus cursos articulam comunicação, linguagem, história, temporalidade, memória e cultura audiovisual como dimensões centrais da análise midiática.
Atuação profissional e institucional
Memória Globo
Além da carreira universitária, Ana Paula Goulart Ribeiro possui atuação relevante em projetos de memória institucional e história da mídia. Desde 2003, mantém vínculo de consultoria com a TV Globo, tendo participado da coordenação do projeto Memória Globo.[1]
Nesse contexto, realizou atividades de montagem de programa de história oral, entrevistas, pesquisa histórica, redação, supervisão editorial, organização de conteúdo, supervisão de site e coordenação de equipe. Essa experiência reforça a dimensão aplicada de sua trajetória, especialmente na interface entre pesquisa acadêmica, memória institucional, história oral, arquivo audiovisual e narrativa pública sobre a televisão brasileira.[1]
Intercom e memória institucional
Entre 2014 e 2017, atuou como Diretora de Comunicação e Memória da Intercom, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Desde 2017, exerce a função de coordenadora do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Memória Empresarial.[1]
Sua atuação nessas instituições reforça sua presença em debates sobre memória organizacional, memória empresarial, história da comunicação e institucionalização dos estudos de memória no campo comunicacional.
Atuação editorial
Ana Paula Goulart Ribeiro exerceu funções editoriais em periódicos acadêmicos e participou de corpos editoriais relacionados à comunicação, história da mídia e saúde. Foi editora da revista ECO-PÓS, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ, e integrou ou integra periódicos como Eco-Pós, Ciberlegenda, Revista Brasileira de História da Mídia e RECIIS: Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde.[1]
Sua atuação editorial evidencia o papel desempenhado na circulação do conhecimento científico, na consolidação de áreas de pesquisa e na formação de comunidades acadêmicas em torno da comunicação, da história da mídia e da memória.
Áreas de pesquisa
A produção intelectual de Ana Paula Goulart Ribeiro pode ser compreendida a partir de eixos interligados que atravessam sua trajetória.
Mídia e memória
A relação entre mídia e memória constitui o eixo estruturante de sua produção. A autora investiga como os meios de comunicação participam da construção, seleção, organização e legitimação de memórias sociais, compreendendo a memória não como simples preservação do passado, mas como processo ativo, disputado e mediado por instituições, narrativas, tecnologias e práticas culturais.[2]
Nessa perspectiva, a mídia aparece como um operador de temporalidades, pois transforma acontecimentos em narrativas, seleciona marcos interpretativos, produz visibilidades e silenciamentos e interfere na maneira como grupos sociais reconhecem, disputam e atualizam o passado.
História da mídia e do jornalismo
Outro eixo decisivo é a história da imprensa e do jornalismo brasileiro. Suas pesquisas analisam a modernização da imprensa, a formação de mercados jornalísticos, a atuação de jornalistas, a história da imprensa carioca e as relações entre jornalismo, política, memória e poder.[3]
Esse campo de investigação permite compreender o jornalismo como prática social historicamente situada, atravessada por transformações técnicas, empresariais, profissionais e discursivas.
Televisão e cultura audiovisual
A televisão ocupa lugar central em sua trajetória, tanto como objeto histórico quanto como forma cultural. Suas pesquisas sobre televisão abordam testemunho, ficção televisiva, nostalgia, reprises, remakes, memória institucional, história oral e representação política.[4]
A partir dessa perspectiva, a televisão é compreendida como um espaço de produção de memória coletiva, pois suas imagens, arquivos e narrativas participam da organização pública do passado e da constituição de repertórios afetivos e culturais.
Nostalgia e temporalidades
Nos últimos anos, Ribeiro tem desenvolvido pesquisas sobre nostalgia audiovisual, mercado da nostalgia e imaginação mnemônica. Esses estudos investigam como produtos televisivos e midiáticos mobilizam referências ao passado, atualizam experiências pretéritas e produzem sentidos sociais, afetivos e políticos no presente.[5]
A nostalgia, em sua produção, não é tratada apenas como sentimento individual ou saudade de um tempo anterior, mas como operador cultural que organiza temporalidades, produz identificações coletivas e participa de disputas sobre memória, identidade e pertencimento.
Memória, política e cidadania
Parte significativa de sua produção volta-se às relações entre memória, política e cidadania, especialmente em pesquisas sobre ditadura militar, violações de direitos, responsabilidade empresarial, usos políticos do passado e representação de períodos autoritários em narrativas midiáticas.[6]
Essa linha evidencia a dimensão pública e política da memória, demonstrando que lembrar e esquecer são processos atravessados por disputas de poder, enquadramentos institucionais, interesses sociais e formas midiáticas de circulação.
Arquivos, testemunhos e história oral
A autora também trabalha com arquivos, testemunhos e relatos de vida, explorando a dimensão metodológica e epistemológica da história oral nos estudos de jornalismo, comunicação, memória e televisão.[7]
Nesse campo, sua produção contribui para pensar o testemunho não apenas como fonte de informação, mas como prática narrativa, dispositivo de memória e forma de construção de sentidos sobre a experiência histórica.
Projeto de extensão
Memória do Jornalismo Brasileiro
Ana Paula Goulart Ribeiro coordena o projeto de extensão Memória do Jornalismo Brasileiro, vinculado à Escola de Comunicação da UFRJ. O projeto busca contribuir para a formação de pesquisadores no campo da história da mídia, aproximando alunos de graduação e pós-graduação da atividade de pesquisa.[1]
Uma de suas ações centrais é a constituição de um arquivo de história oral com entrevistas realizadas com profissionais da imprensa brasileira. O objetivo é produzir depoimentos sobre fatos, processos e trajetórias relevantes para a compreensão da história dos meios de comunicação jornalísticos no Brasil.[1]
Grupos e redes de pesquisa
Ana Paula Goulart Ribeiro coordena o grupo de pesquisa Mídia, Memória e Temporalidades, dedicado à investigação das relações entre comunicação, memória, história, nostalgia e cultura audiovisual.[1]
Integra ou integrou redes de pesquisa de relevância nacional e internacional, entre elas:
- Rede Brasileira de Pesquisadores em Memória e Comunicação
- Rede Latino-americana de História da Mídia
- Rede Historicidades dos Processos Comunicacionais
- International Media and Nostalgia Network
- Obitel Brasil, Rede Brasileira de Pesquisadores de Ficção Televisiva
Sua participação nessas redes evidencia a inserção de sua produção em debates interdisciplinares sobre memória, comunicação, televisão, história, patrimônio audiovisual e temporalidades culturais.[1]
Produção bibliográfica
Livros autorais
- Imprensa e história no Rio de Janeiro dos anos 50.[1]
- Televisão e Memória: entre testemunhos e confissões, em coautoria com Igor Sacramento.[1]
Obras organizadas
- Mídia e Memória, com Lúcia Ferreira.[1]
- Comunicação e História, com Micael Herschmann.[1]
- Mikhail Bakhtin: linguagem, cultura e mídia, com Igor Sacramento.[1]
- História da Televisão no Brasil, com Igor Sacramento e Marco Roxo.[1]
Participação em obras institucionais
Ana Paula Goulart Ribeiro foi responsável pela redação do livro Jornal Nacional: a notícia faz história, obra vinculada à memória institucional da televisão brasileira e à trajetória do principal telejornal da TV Globo.[1]
Artigos selecionados
| Ano | Autoria | Título | Periódico / Publicação |
|---|---|---|---|
| 2025 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Izamara Bastos Machado; Rachel Bertol | O papel das mídias na construção de uma memória ética | Mídia e Cotidiano |
| 2023 | B. Heller; T. C. C. Neves; P. F. Perazzo; Ana Paula Goulart Ribeiro | Memórias, metáforas e imaginação em narrativas orais de história de vida | Matrizes |
| 2023 | Igor Sacramento; Luciana Heymann; Ana Paula Goulart Ribeiro | O estudo dos arquivos nas interfaces entre comunicação, história e saúde | RECIIS |
| 2023 | Ana Paula Goulart Ribeiro; André Bonsanto Dias; Flora Daemon | A responsabilidade do Grupo Folha por violação de direitos durante a ditadura: considerações sobre um itinerário de pesquisa | Projeto História |
| 2021 | Silvana Fiuza; Ana Paula Goulart Ribeiro | As vozes da memória empresarial: a experiência do Grupo Globo | Estudos Históricos |
| 2021 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Rachel Bertol | Mídia e memória da ditadura brasileira: a história e os usos políticos do passado | Rumores |
| 2019 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Igor Sacramento | O repórter e a reportagem na TV: a cobertura do atentado contra o Charlie Hebdo | Significação |
| 2019 | Izamara Bastos Machado; Wilson Couto Borges; Ana Paula Goulart Ribeiro | Saúde e memória nas páginas da Radis: o passado se faz presente | Mídia e Cotidiano |
| 2018 | Bruno Souza Leal; Ana Paula Goulart Ribeiro | Em busca do tempo e do espaço: memória, nostalgia e utopia em Westworld | Contracampo |
| 2018 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Itala Maduell Vieira | O JB é que era jornal de verdade: jornalismo, memórias e nostalgia | Matrizes |
| 2018 | Ana Paula Goulart Ribeiro | Mercado da nostalgia e narrativas audiovisuais | E-Compós |
| 2017 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Gabriela Martins; Elton Antunes | Linguagem, sentido e contexto: considerações sobre comunicação e história | Famecos |
| 2016 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Rachel Bertol Domingues | Memórias em disputa na cobertura do caso Snowden | Contracampo |
| 2015 | Ana Paula Goulart Ribeiro | Nelson Werneck Sodré e a história da imprensa no Brasil | Intercom |
| 2015 | Ana Paula Goulart Ribeiro | A história oral nos estudos de jornalismo: algumas considerações teórico-metodológicas | Contracampo |
| 2009 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Igor Sacramento; Marco Roxo | O PCB e a modernização midiática: propostas de análise das relações entre comunistas e a televisão nos anos 1970 | Em Questão |
| 2008 | Ana Paula Goulart Ribeiro | Uma história da imprensa, enfim | Intercom |
| 2007 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Marialva Barbosa | Memória, relato autobiográfico e identidade institucional | Comunicação & Sociedade |
| 2006 | Ana Paula Goulart Ribeiro; Danielle Brasiliense | A matança dos inocentes: questões de memória e narrativa jornalística | UNIrevista |
| 2004 | Ana Paula Goulart Ribeiro | Discurso e poder: a contribuição barthesiana para os estudos de linguagem | Revista Brasileira de Ciências da Comunicação |
| 2003 | Ana Paula Goulart Ribeiro | Jornalismo, literatura e política: a modernização da imprensa carioca nos anos 1950 | Estudos Históricos |
| 2001 | Ana Paula Goulart Ribeiro | Objetividade e autoridade jornalística | Tempo e Presença |
| 2000 | Ana Paula Goulart Ribeiro | A mídia e o lugar da história | Lugar Comum |
| 1999 | Ana Paula Goulart Ribeiro | Jornalismo e história: ambiguidades e aparentes paradoxos | ECO-Pós |
Orientação e formação de pesquisadores
Ana Paula Goulart Ribeiro possui atuação expressiva na formação de pesquisadores em Comunicação, Jornalismo, História da Mídia e Estudos da Memória. Orientou trabalhos de graduação, mestrado e doutorado sobre temas como memória coletiva, mídia e ditadura, história do jornalismo, televisão, arquivo, imprensa, política, redes sociais, discursos midiáticos, memória institucional e cultura audiovisual.[1]
Entre os temas recorrentes nas orientações estão a construção midiática da memória coletiva, os usos políticos do passado, a história da imprensa brasileira, a representação de acontecimentos históricos, a memória da ditadura, os arquivos televisivos, os discursos jornalísticos e as relações entre mídia, identidade e temporalidade.[1]
Prêmios e reconhecimentos
Em 2015, recebeu o Prêmio Globo de Jornalismo e Esporte, primeiro lugar na categoria Grande Prêmio de Jornalismo.[1]
Também recebeu menção honrosa relacionada à orientação da tese Nos tempos de Dias Gomes: a trajetória de um intelectual comunista nas tramas comunicacionais, reconhecida pela Capes.[1]
Importância para os estudos de memória
A relevância de Ana Paula Goulart Ribeiro para os estudos de memória está associada à forma como sua obra reposiciona a mídia no centro dos processos sociais de rememoração. Em vez de tratar jornais, programas televisivos, arquivos, novelas e séries apenas como fontes documentais, sua pesquisa os compreende como agentes ativos na produção de temporalidades, na configuração de sensibilidades coletivas e na disputa pública por versões legítimas do passado.
Sua produção contribui para demonstrar que a memória social não se constitui apenas por monumentos, documentos oficiais ou testemunhos tradicionais, mas também por imagens televisivas, narrativas jornalísticas, arquivos audiovisuais, produtos de ficção, remakes, reprises, relatos midiáticos e formas culturais de nostalgia. Desse modo, seu trabalho amplia o entendimento da memória como fenômeno comunicacional.
Relação com a literacia da memória
Embora Ana Paula Goulart Ribeiro não esteja vinculada diretamente à formulação do conceito de literacia da memória, sua produção oferece bases fundamentais para esse campo, pois evidencia que a compreensão crítica da memória mediada exige competências de leitura histórica, análise midiática e interpretação das formas narrativas pelas quais o passado é construído publicamente.
Suas pesquisas sobre mídia, nostalgia, história da imprensa, televisão e usos políticos do passado permitem compreender que a literacia da memória depende da capacidade de identificar enquadramentos, silenciamentos, disputas simbólicas, estratégias narrativas e processos de legitimação presentes nos meios de comunicação.
Nesse sentido, sua obra dialoga diretamente com projetos que buscam formar sujeitos capazes de interpretar criticamente as imagens, os arquivos, os discursos e as narrativas que organizam a memória coletiva nas sociedades contemporâneas.
Temas recorrentes
- memória social
- memória cultural
- mídia e temporalidade
- história da mídia
- história do jornalismo
- televisão brasileira
- nostalgia
- cultura audiovisual
- história oral
- arquivo televisivo
- memória institucional
- ditadura militar brasileira
- usos políticos do passado
- cidadania e comunicação
- ficção televisiva
- testemunho e esquecimento
- memória empresarial
- cultura participativa
- audiovisual e política
- remakes e reprises
- mercado da nostalgia
Ver também
- Memória
- Memória coletiva
- Memória cultural
- Estudos da memória
- História da mídia
- História do jornalismo
- Nostalgia
- Televisão
- Literacia da memória
- Mídia e memória
Referências
- ↑ 1,00 1,01 1,02 1,03 1,04 1,05 1,06 1,07 1,08 1,09 1,10 1,11 1,12 1,13 1,14 1,15 1,16 1,17 1,18 1,19 1,20 1,21 1,22 1,23 1,24 1,25 1,26 1,27 1,28 Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Currículo Lattes de Ana Paula Goulart Ribeiro. Disponível em: http://lattes.cnpq.br/2408262120718131.
- ↑ 2,0 2,1 RIBEIRO, Ana Paula Goulart. A mídia e o lugar da história. Lugar Comum, 2000.
- ↑ RIBEIRO, Ana Paula Goulart. Jornalismo, literatura e política: a modernização da imprensa carioca nos anos 1950. Estudos Históricos, 2003.
- ↑ RIBEIRO, Ana Paula Goulart; SACRAMENTO, Igor. Televisão e Memória: entre testemunhos e confissões.
- ↑ RIBEIRO, Ana Paula Goulart. Mercado da nostalgia e narrativas audiovisuais. E-Compós, 2018.
- ↑ RIBEIRO, Ana Paula Goulart; BERTOL, Rachel. Mídia e memória da ditadura brasileira: a história e os usos políticos do passado. Rumores, 2021.
- ↑ RIBEIRO, Ana Paula Goulart. A história oral nos estudos de jornalismo: algumas considerações teórico-metodológicas. Contracampo, 2015.
| ⚠️ Encontrou algum erro ou quer reivindicar alguma informação? |